quarta-feira, fevereiro 16

Spfw... UFA!

Sabe por que não falo mal de quem faz review das semanas de moda? Porque é um trabalho do cão. Antes, quando era criança e tinha mais disposição, ficava atualizando o G1 esperando por todas as coleções, mas hoje, elas vão se acumulando aqui e vai aumentando cada vez mais a preguiça de olhar todas e comentar alguma coisa. O único que tinha visto meio por alto era o da Gloria Coelho, inspirado em Pokemon. Aliás, foi esse mesmo que me fez perder horas separando links e depois fazendo combinações que agora apresento aqui.

Exatamente porque, por meio dele, percebi que as pessoas seguem dois extremos: 1)Tentar extrair de qualquer desfile tendências para a próxima estação, sem, por vezes, aproveitar verdadeiramente a fruição estética que o desfile pode proporcionar, não por ser tendência, mas por ser simplesmente bonito, engraçado ou ousado. 2) Destacar somente as produções mais comerciais e óbvias, simplesmente porque é bonito e dá pra usar!

Para mim, o segredo é encontrar o equilíbrio entre os dois. Por isso, dentre os vários desfiles do SPFW (ainda farei do Fashion Rio) tentei escolher alguns looks muito interessantes que se destacavam dos outros. Muitas roupas BONITAS não entraram na lista, pois prefiro algumas produções mais teatrais.

Aqui vai, o que eu gostaria de ter podido presenciar na passarela. E, de brinde, uma seleção de “tendências” que continuam ou se repetem a cada estação, aplicadas de uma forma diferente.

Aqui os destaques são para o uso do couro (ou imitação) em uma saia ampla e plissada, para os charmosos suspensórios (S2) e para a bolsa de ninho INCRÍVEL!

O que vocês acharam?

quinta-feira, fevereiro 3

É palha!




Sei que a maioria das pessoas que lê esse blog também lê milhares de outros blogs de moda, por isso, não vai ser surpresa nem novidade o assunto do qual tratarei aqui. Há um tempinho me mandei um e-mail com links de idéias para futuras postagens, só que com os desânimos e bombas do fim do ano, acabei me desinteressando pelas ideias.

Hoje, peguei a revista Elle de Janeiro pra dar a primeira olhada desde que ela chegou aqui em casa (sim, isso é triste!) e dei de cara (não exatamente de cara) com uma página que me chamou atenção e me lembrou da minha ideia. Que ideia, né? (música de suspense).

Então, não é novidade que verão combina com praia, e que praia combina com bolsa de palha, né? Eu acho, pelo menos. Toda vez que vou a praia tento procurar uma bolsa simples e descolada (leia dishcolada) e que não sofra prejuízos com a areia, o sol e eventualmente a água do mar. Estou falando isso tudo para lembrar da coleção de bolsas de palha que a Ana Hickmann lançou em novembro do ano passado. Uma coleção que várias blogueiras chamaram de charmosa (Oi? Release?) e que afirmaram provar que bolsas de palha não servem só para a praia.

Salvei a matéria, aparentemente não muito interessante, menos pelo modelo das bolsas que pelo significado que implica uma marca como Ana Hickmann lançar uma coleção de bolsas de palha. Basta lembrar que, aqui no Maranhão, mais precisamente no Centro Histórico, várias lojinhas vendem modelos de carteiras e bolsinhas de palha super bem acabadas, que custam uma média de R$ 25,00 reais. Iai? A bolsa da artesã sem assinatura é “charmosa”? É tendência? É “lusho”?
O modelo mais bonito da Coleção AH.

Não consegui ver os preços das bolsas da Anna Hickmann, mas acredito que devem custar mais de 100 ou 200 reais. Outro exemplo é exatamente a carteira de palha que saiu na Elle da Claudia Marisguia, que custa R$ 154, e, pasmem, não é assim tão diferente das que vendem na Praia Grande.

Isso me fez pensar que, para nós, que moramos em um estado onde o artesanato é riquíssimo é até fácil criticar as marcas que utilizam esse mesmo artesanato como diferencial e desculpa para um preço mais salgado. Sorte nossa, pois em outros lugares essa pode ser a única forma de ter um produto legal assim! Mas ainda falta agregarmos valor aos nossos produtos, para não ficarmos atrás de nenhuma assinatura pomposa.

Esse post me fez lembrar da minha amiga Mariana. Estava com ela em um evento de arquitetura e estava reparando em como várias pessoas estavam bem arrumadas. Inclusive a Mari. Muitos apostaram em brilho e cocktail dresses, parecia uma festa mesmo! Aí reparo que a minha amiga, no seu pretinho básico, tinha finalizado a produção com uma carteirinha de palha super mimosa, que não ficava atrás de nenhuma outra cheia de pedrarias ou bordados.

Depois a gente ainda tem que agüentar o pessoal dizendo que a Ana Hickmann é que ensina que palha não combina só com praia. “Anham, entendi”.

Ps.: Não tenho problemas com a AH, na verdade, sou fã de carteirinha dela e dos óculos dela!

A tão falada página da Elle ^^

quarta-feira, dezembro 8

Redondinhos

Estava morrendo de saudades disso aqui e, como não poderia ser diferente, aproveitei a folguinha do feriado para preparar um post rapidinho.

Vou falar pra vocês de uma das minhas paixões nestas coleções de verão que foram apresentadas Brasil adentro e afora: óculos de sol redondinhos com cara vintage! Desde que olhei o desfile do A. Herchcovitch fiquei louquinha de pedra por um batom azul, mas não só por um batom azul, mas pelos óculos azuis que acompanharam as modelos em vários looks do desfile.

Sempre achei esses óculos redondinhos um charme ainda mais quando eles ganharam tamanho e pararam de parecer tanto com artigo de fantasia de festa dos anos 70. Além do Alexandre, comecei a perceber que, nos blogs que eu seguia, como o Who What Wear, volta e meia apareciam óculos parecidos, alguns até com preços acessíveis.

Porém, o meu momento de glória foi quando entrei na Chilli Beans e... tchanram! Encontrei os óculos que eu tanto queria: de madeira, assinado pelo Hechcovitch e ainda com um preço bem menor do que os óculos vendidos pela marca dele.

Selecionei algumas fotos que estavam rondando o meu imaginário para mostrar para vocês o que, em minha opinião, é a melhor opção de óculos de sol para esse verão. Olho para eles e começo a imaginar uma viagem num cruzeiro ou o verão em família em uma praia maravilhosa, não concordam?

Logo abaixo, fotos do Who What Wear, dos desfiles do AH e da British Colony e, por último, meus óculos de madeira. 


sexta-feira, outubro 22

[Maranhão é fashion] Renda de Bilro


O bom de trabalhar com o jornalismo é que você sempre tem a oportunidade de conhecer coisas fantásticas. Uma delas é a arte da renda de bilro, que a minha colega de trabalho soube tão bem descrever na matéria que fez para a edição de Outubro/Novembro da Ótima.

Todo mundo já deve ter ouvido falar da renda renascença, que é bem cara e normalmente é usada em produções luxuosas, como vestidos de noivas. Na feira do artesanato da Paraíba, lembro que encontrei uma saída de praia dessa renda por 800,00 reais!

A renda de bilro é uma cultura tão antiga quanto, mas menos conhecida e, consequentemente, menos reconhecida. No Maranhão, ela é feita, sobretudo, na Raposa. Lá as peças custam uma média de 45,00 reais um colete, 25,00 uma regata com detalhes em renda e por aí vai.

Nunca tinha ido conferir o trabalho das rendeiras, mas já possuía um colete que ganhei de presente de uma amiga. Quando fui, meu encantamento triplicou. Ver dona Branca, uma das mais antigas rendeiras do local, trabalhando os bilros com tanta naturalidade e rapidez me fez admirar ainda mais essa arte local. E o melhor  é que na maioria das vezes dá para reconhecer a renda oriunda do bilro pelas pequenas florzinhas que as artesãs gostam de fazer (como as da foto de abertura).

Não tem como falar de renda de bilro e não falar da designer de moda Raíssa Lima, recém-graduada pelo UniCeuma. Ela fez uma coleção baseada em Elvis Presley e ainda aproveitou, de quebra, pra usar a renda de bilro da Raposa e dar uma cara super glam e rock and roll para as peças. Algumas fotos da coleção dela também estão na matéria da Ótima.

Ps.: Todas as fotos que ilustram esse post foram capturadas por Rodrigo Corrêa, fotógrafo da Ótima.

Essa são as habilidosas mãos de Dona Branca trabalhando com o bilro.

Essas foram as páginas da Ótima com as peças da Raíssa. (e ainda tem muito mais coisa na matéria!)


segunda-feira, outubro 18

Fast News


Estava com muita vontade de reviver o blog! Apesar de ter um carinho enorme por ele, nos últimos tempos estava ocupada demais para me dedicar a uma super produção para o “Não sei procurar”. Na verdade, infelizmente, não estava tendo nem tempo para ler os blogs que eu sigo (o que é uma grande perda).

Mas, hoje, um pouco mais à toa, encontrei uma notícia em um blog, que achei MUITO interessante. Acredito que tod@s já devem saber, mas, pra quem não sabe, voilá:

A Renner entrou no mercado das lojas.com e abriu a mais nova loja virtual de fast fashion do Brasil! Isso mesmo, enquanto o Shopping da Ilha, que contará com a primeira filial da marca no Maranhão, não inaugura, nós, mortais, podemos simplesmente comprar online.

Nunca achei os preços da Renner tão legais – até porque só ía na loja quando estava viajando e, consequentemente, em contenção de gastos – mas eles são razoáveis. E na loja online não há nenhum aumento. Fiz um pequeno teste e coloquei uma blusa no carrinho para calcular o frete. Para minha surpresa, o frete é grátis e, ainda por cima, houve um pequeno desconto no preço da blusa. ADOREI, neam?

Então, esse é o endereço para quem quiser aproveitar a moda da Renner em São Luís!

segunda-feira, setembro 13

Onde encontrar - imagens de graça


Sempre gostei de imagens e, na verdade, acho que as pessoas tendem a serem mais influenciadas por um dos seus cinco sentidos. Por exemplo, meu tato, paladar, audição, visão e olfato estão ok. Mas, mais que música até, gosto de ver belas imagens e simplesmente apreciá-las. Do mesmo jeito, conheço pessoas que poderiam ser ameaçadas de morte, mas não conseguiriam viver sem escutar uma boa música.

Porém, o tema deste post não são vocações ou preferências pessoais. E, sim, como encontrar imagens grátis, boas e em alta resolução. Algumas pessoas têm necessidade de encontrar essas imagens simplesmente por prazer, para colocar no blog, fazer montagens etc. No entanto, tem muita gente que trabalha produzindo material gráfico, o que significa que obviamente terão que possuir boas imagens.

Aqui no Maranhão, pelo menos, a história de comprar imagens para anúncios é uma verdadeira história da carochinha. Porque pagar caro, afinal, se você pode encontrar uma imagem semelhante ou até melhor na internet? Eu acho um pouco injusto, mas é difícil lutar contra o sistema, quando faltam inclusive empresas de fotografias para oferecer esse tipo de serviço no estado. Para não ficar pior, é sempre bom não “roubar” as imagens alheias.

Resumindo, existem milhares de sites com banco de imagens grátis, mas já verifiquei alguns e não gostei do resultado. Alguns têm poucas imagens, ou em baixa qualidade, enquanto outros têm boas imagens, mas a maioria é paga. Ainda há a terceira categoria do: “Não consigo mexer neste site”.

Perguntei para três pessoas quais eram os seus sites de imagens preferidos e visitei-os, abaixo o resultado:

Gabriel Campos – fera no photoshop, publicitário da Ótima Propaganda e meu futuro professor – sempre me diz que o seu site preferido é o Stock.XCHNG, apesar de pesquisar em outros. O site que o Gabriel usa não oferece só imagens grátis. Quando você faz a busca aparecem imagens em cima e em baixo que são para comercialização. Outro detalhe é que, para obter as imagens grátis, você precisa se cadastrar. Aparentemente, o Stock.XCHNG é um dos maiores bancos de imagem da atualidade.

Izabel Almeida – graduanda em jornalismo e publicidade, Izabel é uma das pessoas mais eficientes que eu conheço. Ela revelou que o site onde mais procura imagens é o Shutterstock. As imagens que eu encontrei para uma simples busca de “happiness” foram imagens com cara de publicidade! No começo, não entendi como identificar as imagens free das pagas, mas Izabel me explicou que tem que se cadastrar para saber os detalhes das imagens, mas que há muitas de graça. Segundo ela, as qualidades do site são: “Bom... É fácil de navegar, as fotos são muito bonitas, em boa resolução. E a busca também é muito eficiente”. Falou e disse. 

Heri Carvalho – fotógrafa e maquiadora talentosíssima, Heri foi quem me fez descobrir o deviantart, na época em que ele era a melhor fonte de imagens de qualidade. Quando perguntei para ela os seus sites de imagens preferidos, adivinhem: Deviantart. Atualmente, ela também usa o weheartit, que é bem interessante apesar de eu não entender completamente a lógica do site (aparentemente, você vai adicionando imagens que gosta, não necessariamente suas em uma página). Além do ffffound.



Outras dicas:

Every Stock Photos e Creative Commons – além de terem nomes super legais, os dois sites são bem interessantes. Eles não são sites com imagens propriamente ditos, mas eles podem ser uma mão na roda, pois ao invés de acessar vários sites, você pode, por meio deles, procurar direto as imagens grátis ou liberadas para a divulgação.

Flickr – como é uma comunidade freqüentada por vários fotógrafos, geralmente possui boas opções de imagens. Minha chefa sempre dá uma olhadinha lá para ter idéias para as nossas fotos ou mesmo conseguir uma imagem de última hora.

quarta-feira, setembro 1

Experiência fashion - Oncinha




Estava planejando há séculos fazer esse post, então, voilá!

Catherine McNeil no editorial da Vogue de setembro (via blog estilo garota)

Há algum tempo, confessei para uma prima que tinha uma vontade imensa de ter um shortinho com estampa de oncinha (ou leopardo, já que não diferencio bem) em um modelinho bem romântico, meio balonê. O short de oncinha dos meus sonhos tinha uma estampa extremamente bem feita, leia-se um pano de qualidade e sem cara de ser baratinho.

Quando entrei na loja de tecido e fui atrás do tal pano, minha prima fez aquela careta e disse: “credo, isso é tão brega! É vulgar!”. Ok, era a opinião dela, mas desde então decide que minha missão seria mostrar ao mundo que oncinhas não eram bregas ou vulgares (música de revelação em filme épico)!

Muito tempo se passou e cá estou, em frente a algumas imagens selecionadas dentre tantas outras que mostram, por a mais b, que os prints felinos não são nada démodés. Principalmente, o novo costume de oferecer essas estampas em outras cores que não as originais. Mas fato é que é muito fácil deixar uma estampa menos brega ou vulgar em uma capa de Vogue, editorial e desfile de moda, não é? Isso sem falar nos acessórios felinos, principalmente nas bolsas de leopardo que estão fazendo a cabeça das celebridades.

Poderia passar a noite demonstrando como esta é uma modinha. Mas importa neste post é que, ainda assim, muitas pessoas ainda nutrem preconceito contra as estampas.

Separei algumas imagens para mostrar como elas podem ser chics e, mais do que imagens, finalmente comprei a minha primeira peça de roupa com essa estampa (na cor original), que é, em minha opinião, super fofínea. Esperei muito tempo para comprá-la, mas finalmente me decidi (50% off).

O problema que surge depois de comprar uma peça como essa é simplesmente: como usar? Bem, testei algumas possibilidades:

Não lembro onde peguei a imagem, mas me inspirei muito no look da Lara Stone


Achei essa capa muito interessante, pois combina a estampa com uma rendinha




Tirando a péssima qualidade da foto e da modelo, eu quis mostrar para vocês (e para mim) como poderia usar meu casaquinho. Procurei um cardigã, mas ele já tava esgotado e era de lurex, então nem ia gostar mesmo. 

O look que eu mais curti foi o que chamei de alternativo (apesar de eu estar parecendo bem gordinha). Combinei com uma blusa básica, um shortinho e um sapato estilo oxford só que com uma pegada mais esportiva (acessório de mamãe, que já adorava os sapatos muito antes de virar moda!).

Mas diz aí, vocês gostaram do meu casaquinho? Nem era fã do Miele, mas acho que ele arrasou na cor e na textura dessa estampa. Abraços.